História
O Museu Zabelê (MUZAB) tem sua trajetória diretamente vinculada à história de deslocamento, resistência e reorganização social do antigo Povoado Zabelê, situado no interior da área do atual Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí.
1902 [formação do Povoado Zabelê] – 1979 [criação do Parque Nacional da Serra da Capivara] – 1988 [ retirada dos moradores do Povoado Zabelê][Festa da Despedida] – 1992 [demolição das casas do Povoado] – 1997 [criação do Assentamento Fazenda Lagoa Novo Zabelê] – 2018 [criação do Museu do Povoado Zabelê]
O museu nasce do processo de reflexão crítica sobre os impactos sociais, territoriais e simbólicos da criação do parque e da consequente retirada da comunidade de seu território original, configurando-se como um instrumento de reparação simbólica, afirmação identitária e direito à memória.
2018 [criação do Museu do Antigo Zabelê] – 2021-2023 [construção da sede do Museu Zabelê] – 2024 [ inauguração da nova sede do MUZAB]
Entre seus principais marcos institucionais destacam-se a mobilização comunitária para salvaguarda das narrativas locais, a constituição formal da associação museal, a organização inicial dos acervos comunitários e a estruturação de uma proposta museológica fundamentada na museologia social e comunitária.
2024 [criação da Associação Museu de História, Pesquisa, Arqueologia e Paleontologia Zabelê – MUZAB] – [institucionalização através de CNPJ]
Ao longo de sua trajetória, o MUZAB desenvolveu ações relevantes de educação patrimonial, coleta de histórias orais, digitalização de documentos e imagens, produção de conteúdos audiovisuais, articulação com pesquisadores e instituições acadêmicas, além de atividades culturais voltadas à valorização dos saberes tradicionais e da convivência com o semiárido.
2023 [início das atividades de capoeira] - 2024 [início do curso de condutores de visitantes]
Como projetos estruturantes, destacam-se a implantação do acervo digital comunitário, a consolidação do setor de acervos, pesquisa e exposições, a criação de programas educativos alinhados à BNCC, o fortalecimento do turismo cultural de base comunitária e a articulação do museu com a Agenda 2030, reafirmando o MUZAB como um espaço vivo de memória, ciência, educação e transformação social.